<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>O Protagonista 2.0 &#187; tatuagens</title>
	<atom:link href="http://oprotagonista.com/tag/tatuagens/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://oprotagonista.com</link>
	<description>&#34;O Alessio é que nem um Hentai com tentáculos: bizarro, mas legal.&#34; - Kaimbra</description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Jul 2010 15:44:17 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.5</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Tequila, Tatuagens &amp; Traição</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/</link>
		<comments>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 09:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[festas]]></category>
		<category><![CDATA[tatuagens]]></category>
		<category><![CDATA[tequila]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oprotagonista.com/?p=662</guid>
		<description><![CDATA[Eu realmente não estava a fim de sair de casa, mas meu camarada insistiu pra porra, vinha me pegar de carro, me deixava em casa na volta, de modo que acabei topando. No caminho pergunto a ele qual é o &#8220;brieffing&#8221; da missão. Ele parece irritado:
- Porra, já te falei três vezes! Ela divorciou e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu realmente não estava a fim de sair de casa, mas meu camarada insistiu pra porra, vinha me pegar de carro, me deixava em casa na volta, de modo que acabei topando. No caminho pergunto a ele qual é o &#8220;brieffing&#8221; da missão. Ele parece irritado:</p>
<p>- Porra, já te falei três vezes! Ela divorciou e tá fazendo uma festinha na casa dela, só.</p>
<p>Aí os convidados levavam as bebidas e ela cuidaria das comidas. Como anfitriã faz gastronomia, acreditava que não teria do que reclamar. Paramos em um posto para comprar duas caixas de cerveja e finalmente chegamos ao local. Parece que somos uns dos últimos a chegar. A casa é grande e mesmo assim está relativamente cheia. Cumprimento nossa colega, fazia um bom tempo que não a via. Passo então o olho pela sala&#8230;</p>
<p>Putaqueopariu. Que morena era aquela? Cabelos pretos lisos até a cintura, olhos azuis, seios fartos e bunda idem. Me lembra na hora a Priscila do BBB. Meu número, pelamor. Perfeita&#8230; exceto pela aliança dourada na mão. Suspiro entristecido, era bom demais para ser verdade. Não que eu fosse efetivamente tentar algo, mas sonhar não custa nada, né?</p>
<p>De volta à realidade, a anfitriã chama meu camarada para ver um problema no PC dela, de modo que logo estou sozinho na sala com os outros convidados. O pessoal parecia simpático, mas aparentemente todos se conheciam, de modo que algum papo rolava solto. Resolvo ocupar as mãos para parecer menos deslocado e pego um copo de wiskhey sem gelo. Então finjo ver a coleção de CDs da casa enquanto pesco o papo deles a procura de uma brecha para poder participar. Mas uma das meninas pergunta, entusiasmada:</p>
<p>- Mais uma rodada de tequila?</p>
<p><span id="more-662"></span></p>
<p>A maior parte do pessoal se dirige para a cozinha. Então uma garota magra me nota:</p>
<p>- Quer participar?</p>
<p>- Como não? É tequila, pô! &#8211; respondo num acesso de entusiasmo, ao mesmo tempo em que lembro que ainda tenho um bom tanto de whisky no copo. Não tenho noção do quanto posso ficar bêbado aqui.</p>
<p>Um corta o limão, outro coloca sal em pires, copos são distribuídos e enchidos. Então a magrinha solta:</p>
<p>- Não sei se tomo mais essa&#8230; Vai ser a terceira rodada já&#8230;</p>
<p>Tento me enturmar e digo ironicamente:</p>
<p>- Cuidado, mulher e tequila é problema&#8230;</p>
<p>- Não, não. Mulher e tequila é solução.</p>
<p>Essa frase sapiencial foi emitida por ninguém mais, ninguém menos que a morena. Ela está olhando pra mim e sorrindo. Tento deixar de ser idiota, ela só foi simpática e comentou minha frase de maneira inteligente. Não é hora de começar a viajar em fantasias egocêntricas. Todos brindam e viram os copos. Assim que retomo meu copo de whisky, a morena se aproxima:</p>
<p>- Adorei sua camiseta.</p>
<p>Da origem da minha camiseta, o papo vai para de onde conhecemos nossa amiga em comum. Daí estamos falando de faculdade e baladas. Cacete, tudo aquilo na minha frente, e ainda era simpática e inteligente pacas. Bom, se o máximo de contato que eu teria com ela seria esse, iria aproveitar. Bem ou mal, esse mulherão tava me dando a maior atenção e isso não era nem um pouco ruim. Então uma das meninas a chama pra conversar. A morena pede licença e sai. Meu camarada se aproxima com um sorriso maroto:</p>
<p>- Vai pegar, tigrão?</p>
<p>- Nem. &#8211; respondo desanimado. &#8211; A guria é casada. O papo ta bem legal, mas parece que vai ficar nisso só.</p>
<p>Ele parece surpreso:</p>
<p>- Sério? Pra mim tava o maior clima já.</p>
<p>Faço cara de quem não ta entendendo nada e resolvo acender um cigarro. Como não tem ninguém fumando lá dentro, vou até a lavanderia bronzear os pulmões. Logo estou pensando no que meu camarada disse. Porra, será que ela tava dando mole? Recapitulo nosso papo e noto que em nenhum momento ela citou que era casada ou sequer comprometida. Mas também não tinha dado nenhuma indireta e era normal as pessoas em volta confundirem um papo animado com &#8220;clima&#8221;. Concluo que é melhor eu ficar na minha pra evitar problemas.</p>
<p>- Me arruma um cigarro?</p>
<p>Putaqueopariu de novo. Era ela. Sorrindo. Olhando nos meus olhos. E agora só eu e ela sozinhos nessa maldita lavanderia. Pego um cigarro e dou a ela. Ela coloca naquela boca perfeita e no que vou acender, noto que a aliança que deveria estar lá não está! Hora de reavaliar tudo. Ela passa por mim e se apóia no muro. Noto que ela tem um pedaço de um desenho de tatuagem descendo pela nuca. Parece uma planta. Vai ser esse o papo usado pra ganhar tempo.</p>
<p>- Quer dizer que você tem uma tatuagem?</p>
<p>Ela se vira para mim:</p>
<p>- Sim, sim. Quer ver?</p>
<p>A morena se vira se costas novamente e desce pelos ombros a blusa até o meio das costas. Era como se fosse uma trepadeira desenhada em estilo tribal. Muito bem feito. Mas logo minha tara por costas começa a tornar a situação um tanto quanto tensa para mim. Após alguns segundos que parecem uma eternidade, ela arruma blusa:</p>
<p>- Você tem alguma?</p>
<p>Respondo que sim e ela pede pra ver. Mostro pra ela a do meu braço e digo que as outras estão no peito. Ela insiste que quer ver. Ligeiramente sem graça, levanto a camiseta pra mostrar. Ela olha e dá uma mordida leve no lábio:</p>
<p>- Posso mexer?</p>
<p>Então sou atingido por um satori, nirvana, epifania ou qualquer nome que você para a maldita iluminação momentânea. Me pego sorrindo e respondo:</p>
<p>- Isso tá ficando perigoso, não?</p>
<p>- Adoro perigo. &#8211; ela responde sorrindo.</p>
<p>Nos agarramos ali mesmo. Foda-se que ela era casada. Foda-se que alguém dentro da casa poderia ver. Beijos, mordidas, arranhadas de leve, mãos aqui e ali&#8230; Paramos um tempo para dar uma respirada e aproveitamos para outro cigarro. Falamos algumas amenidades, trocamos telefones. Então ela me dá um beijo leve e diz que vai falar com as meninas um pouco. Acho que ela resolveu dar uma disfarçada. Podia ter tirado a aliança, mas ainda era casada. Entro também para encher meu copo de novo e parece que ninguém notou nada. Quer dizer, meu camarada ta me olhando com aquela expressão de &#8220;Tô ligado, viu?&#8221;, mas acho melhor deixar pra contar os detalhes pra ele mais tarde.</p>
<p>De repente reparo que a morena atende o celular, conversa baixo com alguém e quando desliga disfarçadamente coloca a aliança de novo. Depois de uns 20 minutos toca a campainha e entra um rapaz que ela vai correndo cumprimentar com um beijo na boca. Caceta, era o marido dela!</p>
<p>Ela ainda me apresenta o cara. Deveria me sentir mal com isso, mas na verdade e quero mesmo é rir da cara dele. Todo se achando ao lado dela, praticamente falando &#8220;podem pagar pau, mas é meu&#8221; e mal sabe ele. Eles ficam na festa mais uns 15 minutos e vão embora. Já estou lamentando não ter podido dar um malho de despedida, mas meia hora depois recebo um SMS:</p>
<p>&#8220;Sexta tem bar depois da faculdade. Quero você lá.&#8221;</p>
<p>É, acho que tá na hora de explicar o que aconteceu pro meu camarada e agradecer imensamente a insistência dele em me trazer aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
