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Diário de um Mago – 28 de Maio

Mais um dia de caça em Folda. Até onde eu sei, esta é a maior das três Ilhas de Gelo. Possui uma vasta rede de cavernas subterrâneas, das quais eu mesmo só explorei completamente o primeiro nível. Já conheço grande parte do segundo, mas ainda faltam algumas áreas. São túneis muito grandes e profundos, se estendendo por quilômetros abaixo do mar. Inclusive um deles, a leste, dá acesso à uma pequena ilha sem nome habitada por animais selvagens.

Na superfície de Folda encontramos somente ursos polares, lobos da neve e trolls do frio. Mas em seu interior já encontrei ratos, aranhas, insetos, aranhas venenosas, vermes da carniça, minotauros, orcs, orcs lanceiros, orcs guerreiros, limos e até uma passagem totalmente preenchida por lava e habitadas por elementais do fogo.

Por seu vasto território, quantidade e variedade de criaturas, Folda é campo de caça de vários aventureiros. Eu mesmo sempre venho aqui quando quero treinar minhas habilidades.

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Diário de um Mago – 27 de Maio

Recebi outra mensagem de meu amigo Magus Rharius. Parece que ele mais alguns amigos vão invadir a Fortaleza Orc. Por isso mesmo considero de bom grado reproduzir aqui na íntegra (com pequenas correções feitas por mim) o livro “Orcs”, de autoria de Loki Flamedart, membro da renomada guilda Dark Souls. Contém informações detalhadas sobre essa ameaça e pode ser deveras útil para quem pensa em invadir a infame Fortaleza Orc.

ORCS

Criação

Dizem as lendas que o deus maligno Zathroth, em sua ânsia por transmitir maldade e perpetrar seus atos condenáveis, criou a raça dos orcs. A Zathroth não fora concedida o dom da criação, então ele, em sua perversidade, capturou alguns exemplares da raça dos elfos e os corrompeu. Usando lentas artes de tortura e magia negra, Zathroth transformou os até então belos e sábios elfos na terrível raça dos orcs, que se tornariam uma das maiores ameaças aos reinos dos homens.

Características Físicas

Orcs são mais robustos e altos que humanos, propícios a se tornarem guerreiros ferozes. Normalmente os machos medem entre 1,75m e 1,90m, e as fêmeas entre 1,60 e 1,80. Sua pele é esverdeada, dentes proeminentes e seus olhos possuem um sinistro brilho vermelho, o que os torna facilmente reconhecíveis. Os orcs costumam se alimentar de qualquer coisa que os mantenham vivos, e raramente podem ter o luxo de escolher a refeição; porém é certo que a maioria tem um gosto especial por carne fresca humana.

Habitat

Os orcs são mais freqüentemente encontrados nas profundezas; em cavernas subterrâneas e túneis inexplorados, usando-os como refúgio e para se esconder da luz do sol, que os incomoda bastante. Porém, muitos deles aprenderam a suportar a luz solar e passaram a perambular pela superfície, destruindo e saqueando o que quer que atravesse seus caminhos. De todos os reinos orcs de Pacera, o maior deles é a enorme Fortaleza Orc , localizada ao norte de Venore. Rumores dizem que lá vive o supremo Rei Orc, que comanda muitos de sua raça, arquitetando planos perversos sobre seu trono. Outros dizem ser o Rei Orc um vassalo direto do deus Zathroth, ou até mesmo ele próprio. Muitas foram as tentativas de invadir e destruir a fortaleza, mas todas falharam, com exceção de alguns grupos de aventureiros valorosos, pois esta é guardada por inúmeras torres e o maior exército de orcs jamais visto. Uma das maiores preocupações dos reinos dos homens de hoje é a ascensão da Fortaleza Orc e a possibilidade de um ataque repentino de orcs nas principais cidades. Nos covis dos orcs são freqüentemente encontradas armas enferrujadas, lixo de todos os tipos, corpos em decomposição (tanto de orcs quando de outras criaturas) e muitas outras coisas, incluindo tesouros de antigas pilhagens.

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Diário de um Mago – 26 de maio de 2006

Aconteceu um fato tanto quanto inesperado hoje. Recebi uma mensagem de um aventureiro de outra dimensão! É um sujeito chamado Magus Rharius, da dimensão de Guardia. Até onde pude ver, o mundo dele é similar ao nosso e ele está disposto a trocar informações. Não sei como me descobriu ou como ouviu falar de minhas aventuras, mas sou obrigado a confessar que fiquei feliz em saber que minha fama está alcançando até outros mundos! Com certeza será muita proveitosa a troca de experiências.

Estando preparado, resolvi partir para as Ilhas de Gelo para caçar e aumentar minhas habilidades. No portão norte encontrei mais um sujeito sendo tostado até a morte pelas bolas de fogo de Bambi. O nome do infeliz era Nego Pro. As guardas da cidade não atacam ninguém a toa, então o que leva alguém a fazer isso? Durante o caminho até o porto que leva às Ilhas de Gelo é possível avistar o Forte Lunar, sede de uma guilda.

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Diário de Um Mago – 25 de maio de 2006

Ainda me recuperando em Carlin, conheci um feiticeiro mais novo que eu chamado Theizon Diel. Ele iria caçar esqueletos–demônios e me convidou para participar da empreitada. Como eu havia acabado de morrer para esqueletos, recusei o convite. Não sabia se ficava admirado com sua coragem ou tinha dó de sua ousada pretensão, mas ele comprou algumas runas de Cura Máxima e partiu para sua jornada. Tomara que seja bem sucedido. Também conheci uma bela garota chamada Thata Angel e, como bom cavalheiro que sou, lhe dei flores. Ela gostou e conversamos um pouco sobre amenidades. Desde que minha segunda esposa deixou este mundo (da primeira eu me separei) não me envolvi com mais ninguém. Não que sinta algo pela garota que conheci hoje, mas foi algo que me peguei pensando.

Após meu mortal encontro com o sacerdote maligno e necromante, achei que este é um bom momento para compilar meus estudos sobre os deuses. Aqui vão as informações que consegui com a sacerdotisa Tibra sobre eles.

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Diário de um Mago – 24 de maio

Um dia de grandes e mortais descobertas!

Tudo começou calmamente ainda na cidade de Carlin. Continuando minhas investigações sobre Ferumbras, falei com mais pessoas na cidade. O professor Philip me disse que “ele é um seguidor do mal. Seus poderes vinham de uma força sinistra e ele abandonara as restrições humanas havia muito tempo”. Já Alia, a noviça, me repreendeu dizendo “nunca mencione esse nome dentro do templo”.

Fui então ao Depósito arrumar minhas coisas e aproveitei para fazer uma contagem de tudo que eu tenho. Gosto de guardar tranqueiras de valor sentimental. Tenho diversas mochilas em Thais cheias de objetos de utilidade duvidosa. O que eu tenho em Carlin é:

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Diário de um Mago – 23 de maio

Ainda em Carlin, aproveitei minha estadia para organizar o que descobri até agora sobre Ferumbras. A primeira vez que fiquei sabendo da sua existência foi em dois textos escritos por Tuxaum Ricardaum, sábio da guilda conhecida como Dark Souls. Eles explicam sua origem e boatos acerca de seu retorno. O que relato a seguir possui elementos desses textos com descobertas minhas.

A LENDA DE FERUMBRAS

Há muito tempo atrás, quando o continente de Tibia não havia sido totalmente explorado, além de Rookgaard só havia a cidade de Thais e as únicas terras mapeadas iam até as Planícies de Havoc. Nessa época um aventureiro chamado Futertive chegou quase morto na cidade dizendo que havia escapado por pouco de um poderoso demônio capaz de invocar lordes dragões, warlocks e até mesmo outros demônios! Todos acharam que seus relatos eram delírios causados pelos ferimentos e não deram a devida atenção.

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Diário de um Mago – 22 de maio

Fui acordado pela aproximação de uma aranha venenosa! Por sorte ela estava ainda longe e consegui eliminá-la antes de ser picado. Preciso lembrar de nunca mais acampar naquela ilhota…

A viagem até Carlin foi calma, sem nenhuma criatura me atacando. Mas preferia ter sido atacado a ver o que eu vi.

Tenho a estranha mania de visitar cemitérios e ficar lendo suas lápides. Não sei muito bem porque faço isso, mas deve ter a ver com algo que ouvi uma vez: “Todos param para ver quando alguém morre para ter certeza de não são eles que jazem no chão”.

Após olhar os túmulos, entrei no velório para ver se alguém estava sendo velado e eis que encontro ao lado de um dos caixões um buraco levando a uma passagem subterrânea! Apesar de estar sem tochas no momento, não podia deixar de verificar a violação de um local tão sacro para nós humanos, de modo que soltei um feitiço de Luz Maior e imediatamente pulei lá dentro.

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Diário de um Mago – Ainda 21 de maio

Droga, fiquei com vontade de escrever mais e perdi o sono…

Nem tenho muitas coisas para relatar desde fechei este tomo pela última vez, mas vou anotar aqui meu atual equipamento só para ver se sossego e consigo dormir um pouco, pois a jornada daqui a até Carlin não é curta e posso encontrar goblins e amazonas no caminho.

Pois bem, atualmente eu uso um Elmo de Ferro, uma Armadura Nobre, um Escudo do Observador, um Cajado de Sopro de Dragão, Proteção de Placas nas pernas e botas comuns. Também possuo em Colar de Bronze.

Assim que for possível visitar Thais (estou com saudades de lá), relaciono aqui todos os livros que possuo, o que descobri até agora sobre Ferumbras e transcreverei um antigo livro meu: “O Tratado de Ética Tibiana”.

Vamos ver se finalmente durmo.

(Fanfic baseada no RPG on-line Tibia)

Diário de um Mago – 21 de Maio

(Eu, Axel Wolferic, feiticeiro do mundo de Pacera, nascido em Rookgard, cidadão de Thaís e atualmente residindo em Carlin, resolvi a partir de hoje registrar minhas aventuras pelo continente de Tibia.)

Acordei de uma noite de sono não muito tranqüila nas cavernas de Folda, uma das Ilhas de Gelo. Não se pode dormir tranqüilamente sabendo que a qualquer momento um verme da carniça pode vir atacá-lo. Mas mesmo assim pude desfrutar de um breve descanso.Resolvi caçar alguns orcs em busca de ouro. Decidi juntar as dez mil peças necessárias para que eu receba pelo uma das cinco bênçãos que os sábios de Pacera oferecem. Dizem que elas nos ajudam na hora em que morremos e como venho percebendo que minha busca pelos restos de Ferumbras se torna mais perigosa a cada dia que passa, toda ajuda se torna válida.

Após uma bem sucedida caçada, voltei para Carlin a fim de comprar alguns mantimentos e me inteirar de possíveis novidades, mas não achei nada de meu interesse. Foi então que conversando com alguns contatos na cidade, percebi que já me encontrava em condições de partir em direção à Kazordoon, a cidadela subterrânea dos anões. De todas as grandes cidades (e outras nem tão grandes assim) do continente de Tibia, essa é a única que não visitei ainda. Como fui bem recebido até na cidade dos elfos, imaginei que não teria grandes problemas com os anões. Sim, eu sei que eles guardam ferozmente a Ponte dos Anões, mas pensava que em sua cidade as coisas poderiam ser diferentes.

Ledo engano de minha parte. Para começar, a cidade não possui uma entrada sinalizada ou fácil de ser encontrada. O mapa que possuo indica onde ela fica, uma cadeia de montanhas e cavernas. Imaginei que não pudesse ser uma busca fácil e deixei meu dinheiro e itens caros no depósito de Carlin, assim caso eu viesse a perecer, minhas perdas seriam mínimas.

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