<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>O Protagonista 2.0 &#187; traição</title>
	<atom:link href="http://oprotagonista.com/tag/traicao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://oprotagonista.com</link>
	<description>&#34;Harder, better, faster, stronger!&#34;</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 20:51:24 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.5</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Com grandes mulheres vem grandes prazeres</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2012/01/30/com-grandes-mulheres-vem-grandes-prazeres/</link>
		<comments>http://oprotagonista.com/2012/01/30/com-grandes-mulheres-vem-grandes-prazeres/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 01:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Crumb]]></category>
		<category><![CDATA[gordinhas]]></category>
		<category><![CDATA[plus-size]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oprotagonista.com/?p=927</guid>
		<description><![CDATA[- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?
A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Reparou que a estagiária tá te dando mole, né?</p>
<p>A pergunta veio cheia de malícia. Rogério tinha acabado de sair da agência e estava no metrô, escolhendo no seu iPad o que ouvira até chegar em casa, quando foi interrompido por Guilherme, seu colega de setor. Ele suspirou com certo ar de desaprovação pela pergunta. Sim, já tinha reparado que a menina sempre fazia questão de cumprimentá-lo, sempre perguntava se precisava de alguma coisa, sempre estava sorrindo em sua direção.</p>
<p>- E você lembra que eu namoro, né? &#8211; retrucou Rogério. &#8211; Além do mais, não curto gordinhas&#8230;</p>
<p>Guilherme puxou um dos fones de ouvido de seu colega para poder falar mais baixo:</p>
<p>- Eu sei que você namora. Vive reclamando da sua namorada pra mim. Que tal variar um pouco o cardápio? Nada contra arroz e feijão, mas uma macarronada de vez em quando não mata ninguém. Além do mais, tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade.</p>
<p>Rogério pensava em algo para retrucar, mas a estação onde Guilherme desceria chegou e ele se despediu com aquela expressão de “pense no que te falei”. Resolveu não dar bola, colocou seus fones de ouvido e foi alegremente ouvindo Franz Ferdinand até chegar em casa.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-928" title="crumbmulheres2" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres2-480x711.jpg" alt="crumbmulheres2" width="291" height="429" />Ao chegar em casa havia um pacote do Correio em cima da sua cama, provavelmente deixado pela sua mãe. O rapaz abriu avidamente e empolgou-se quando viu que o tão aguardado “Meus problemas com as mulheres” de Robert Crumb havia finalmente chegado. Sentou-se na cama e começou a folhear. Então percebeu como todas as mulheres que Crumb desenhava eram “volumosas”, por assim dizer&#8230; Seios fartos, com bicos salientes. Pernas grosas. Bundas enormes. Tudo muito grande, mas nada sobrando. Em mais de uma ocasião Crumb estava trepando com elas de diversas maneiras. Maneiras que Rogério nunca havia sequer cogitado que existissem. Quando deu por si já estava excitado vendo tudo aquilo.</p>
<p>“Além do mais tá na cara que você nunca pegou uma gordinha. Senão não desperdiçaria a oportunidade”.</p>
<p><span id="more-927"></span></p>
<p>A idéia de que o tipo físico de uma pessoa determina se ela é melhor na cama era algo idiota, mas Rogério de repente se deu conta de que só havia ficado, namorado e transado com meninas mais magras. A única explicação plausível para isso era ter lido Sandman na adolescência e ficado fascinado com a versão da Morte que Neil Gaiman fez: baixinha, ligeiramente magra, gótica, cabelos negros, pele clara. E isso pareceu tão estúpida quanto à teoria de Guilherme. Sem contar que o namoro não andava bem mesmo. Mais brigavam que se beijavam. Até as transas de reconciliação estavam ficando mecânicas, com os dois dormindo ou vendo TV logo em seguida. Mais de uma vez dormiram juntos sem se tocarem. Resolveu jantar com seus pais para não ficar pensando muito nestas besteiras.</p>
<p>Quando acordou no dia seguinte e pegou o jornal, uma notícia sobre modelos plus-size estampada logo na capa chamou imediatamente a atenção de Rogério. E ainda tinha uma foto de uma modelo bem “cheinha” em um biquíni. Notou o quanto ela era bonita e que, apesar de todo o conteúdo dela, não dava para negar que a moça era incrivelmente gostosa. Quando deu por si já estava procurando a matéria no caderno de cultura e ficou surpreso com as beldades estampadas. Como não tinha reparado em meninas deste tipo antes? Só então percebeu que no dia anterior sequer tinha lembrado de ligar para a namorada. Mas ficou ligeiramente irritado ao constatar que ela também não havia ligado. “Foda-se. Assim que chegar na agência eu ligo”, pensou.</p>
<p>Mas foi colocar o pé em seu andar e deu de cara com a estagiária. Ela olhou para Rogério e abriu seu sorriso habitual, mas hoje ele se permitiu prestar mais atenção nela e viu que a garota era mais bonita do que ele pensava. Perguntou para ele se queria café e o rapaz respondeu que sim. Acompanhou o andar da moça até a copa e notou que ela poderia muito bem ser uma modelo plus-size. E que bunda era aquela! Parecia tão firme dentro daquela calça jeans que Rogério cogitou apertar pra ver se era aquilo tudo mesmo.</p>
<p>Quando ela voltou, abaixou-se e colocou o café em cima da mesa dele. Sem querer pode ver um pouco dos peitos dela pela gola um pouco larga da camiseta e viu que aquilo tudo poderia ser tão interessante quanto sua bunda. Como seria enfiar a cara ali no meio?</p>
<p>Tentou concentrar-se no trabalho para não ficar pensando muito nisso, mas parece que o destino não estava nem um pouco a fim de colaborar. Jogaram em cima de sua mesa a última edição de uma “revista masculina” onde foi publicada uma peça que haviam feito. Na capa estava Andressa Soares, popularmente conhecida como Mulher-Melancia. “Ali estava uma mulher que Crumb aprovaria de primeira”, pensou Rogério. Mas o choque foi quando ele percebeu que aquela mulher era realmente muito gostosa. Ficou indignado por estar “pagando-pau” para uma musa do funk, uma mulher cujo ofício era rebolar aquela&#8230; Aquela&#8230; Bunda enorme na maior velocidade possível. Realmente era uma bunda enorme&#8230; E ela sabia mexer aquilo muito bem&#8230; Como seria essa mulher na cama fazendo a velocidade cinco em cima dele? Quando deu por si já estava com a revista guardada na mochila.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-931" title="crumbmulheres1" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres1-479x715.jpg" alt="crumbmulheres1" width="278" height="413" />Chegou em casa, jogou a mochila no canto e pegou o exemplar de “Meus problemas com as mulheres” de novo. Realmente Crumb teria dado em cima tanto da sua estagiária quanto da Mulher-Melancia. Começou a rever as barbaridades sexuais que o desenhista colocava em prática com sua fértil imaginação. E logo se imaginou fazendo algumas delas com a estagiária. Quando estava dolorosamente excitado, lembrou da revista da Mulher-Melancia e se acabou ali no quarto mesmo. Fez o serviço mais duas vezes antes de dormir sem sequer lembrar-se de ligar para a namorada&#8230;</p>
<p>No dia seguinte, assim que viu a estagiária dando bom dia, Rogério já estava doido para levar aquela menina para a cama. Viu a moça indo para a copa e foi atrás. Ela pareceu assustada quando viu o rapaz por lá. Ele sorriu e disse:</p>
<p>- Oi.</p>
<p>Ela pareceu ligeiramente sem graça e isso só deixou Rogério com mais vontade.</p>
<p>- Oi&#8230; – respondeu a garota.</p>
<p>- Você vai ter aula hoje? É que eu estou bastante adiantado no meu serviço e tava a fim de dar uma espairecida depois do expediente, sabe?</p>
<p>- Espairecida? – ela pareceu não entender.</p>
<p>- É. Sair, dar uma relaxada, beber alguma coisa&#8230;</p>
<p>A menina ficou desconfiada:</p>
<p>- O pessoal tá marcando algo?</p>
<p>- Nem sei&#8230; Estava pensando em sair com você, sabe?</p>
<p>- Comigo?</p>
<p>Ele se aproxima um pouco:</p>
<p>- É. Você já está aqui há seis meses e nunca conversamos fora da agência. Isso tá muito errado, não?</p>
<p>Finalmente a menina baixou a guarda:</p>
<p>- Que tal uma cerveja?</p>
<p>- Perfeito!</p>
<p>E conforme o dia foi passando ela olhava para ele, cada vez disfarçando menos o quando havia ficado feliz com o convite. Estaria apaixonada? Mas o corpo dela estava feliz também. Ela estava andando de maneira sensual, desfilando aquela bunda convidativa para ele. Lembrou-se do livro “O Cheiro do Ralo”, de Lourenço Muterelli, onde um sujeito tinha uma fixação tão doentia pela bunda de uma balconista do bar onde comia que sequer lembrava o rosto dela. Mas Rogério lembrava o rosto, do nome e não queria só a bunda dela e sim todo o resto. Será que estava sendo tão doentio quanto o personagem do livro? Estaria transformando a menina em um objeto?</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-936" title="crumbmulheres3" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres31.jpg" alt="crumbmulheres3" width="298" height="384" />Assim que Rogério saiu do prédio da agência a garota estava esperando por ele. Foi beijar o rosto de menina para cumprimentá-la e subitamente os dois se beijaram. Afastarem-se tão rapidamente quanto se encostaram, mas a vontade falou mais alta e deram outro beijo, desta vez bem mais quente e demorado. Assim que acabou a garota disse:</p>
<p>- Você não namora?</p>
<p>- Quer realmente falar disso? – ele retruca.</p>
<p>Inesperadamente, a menina sorri:</p>
<p>- Não, só acho que deveríamos ir para um lugar mais reservado para não sujar pro seu lado, sabe?</p>
<p>Por essa ele não esperava! E ele achando que a menina estava apaixonada. Pegou-a pela mão e dirigiu-se a um motel perto dali. Mal haviam entrado no quarto e ela já o jogou na cama, abrindo sua calça. Quando deu por si, estava tendo a melhor chupada que já havia levado em toda sua vida e poderia gozar a qualquer momento, mas ela parou, virou de costas e começou a tirar a roupa bem devagar. Peça por peça, dançando ao som de uma música que não existia.</p>
<p>Rogério estava louco de tesão. Levantou-se, arrancou o que restava das roupas de menina, quase rasgando tudo, e a empurrou na cama, de costas para ele. Só lembrou-se de colocar a camisinha, abriu aquele imenso par de pernas e foi com tudo. Ela gritou, mas ele sabia que era mais prazer do que dor. Ia cada vez com mais força e ela empinava cada vez mais aquela bunda enorme, acompanhando o ritmo dele. Foi puxar os cabelos dela, mas quando deu por si estava com as mãos em volta do pescoço da menina.</p>
<p>- Isso&#8230; Vai&#8230; Me enforca&#8230; Não&#8230; Para&#8230;</p>
<p>Prontamente atendeu ao pedido e prosseguiu naquela fúria sexual, gemendo junto com a menina, cada vez mais rápido e mais forte. Olhava tudo aquilo balançando e não acreditava que não tivesse feito isso antes. Gozou como nunca havia gozado antes, teve até receio de ter estourado a camisinha.</p>
<p>Caiu em cima dela, praticamente desmaiado, e ficou arfando por um bom tempo. Voltou a si quando ouviu seu celular tocando. Pensou em atender, mas a estagiária virou de lado, jogou Rogério na cama e logo ele já estava ocupado demais tentando respirar em meio aquele par de seios enormes para se preocupar com qualquer outra coisa&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-939" title="crumbmulheres7" src="http://oprotagonista.com/wp-content/uploads/2012/01/crumbmulheres7-480x359.jpg" alt="crumbmulheres7" width="480" height="359" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oprotagonista.com/2012/01/30/com-grandes-mulheres-vem-grandes-prazeres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tequila, Tatuagens &amp; Traição</title>
		<link>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/</link>
		<comments>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 09:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alessio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[festas]]></category>
		<category><![CDATA[tatuagens]]></category>
		<category><![CDATA[tequila]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oprotagonista.com/?p=662</guid>
		<description><![CDATA[Eu realmente não estava a fim de sair de casa, mas meu camarada insistiu pra porra, vinha me pegar de carro, me deixava em casa na volta, de modo que acabei topando. No caminho pergunto a ele qual é o &#8220;brieffing&#8221; da missão. Ele parece irritado:
- Porra, já te falei três vezes! Ela divorciou e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu realmente não estava a fim de sair de casa, mas meu camarada insistiu pra porra, vinha me pegar de carro, me deixava em casa na volta, de modo que acabei topando. No caminho pergunto a ele qual é o &#8220;brieffing&#8221; da missão. Ele parece irritado:</p>
<p>- Porra, já te falei três vezes! Ela divorciou e tá fazendo uma festinha na casa dela, só.</p>
<p>Aí os convidados levavam as bebidas e ela cuidaria das comidas. Como anfitriã faz gastronomia, acreditava que não teria do que reclamar. Paramos em um posto para comprar duas caixas de cerveja e finalmente chegamos ao local. Parece que somos uns dos últimos a chegar. A casa é grande e mesmo assim está relativamente cheia. Cumprimento nossa colega, fazia um bom tempo que não a via. Passo então o olho pela sala&#8230;</p>
<p>Putaqueopariu. Que morena era aquela? Cabelos pretos lisos até a cintura, olhos azuis, seios fartos e bunda idem. Me lembra na hora a Priscila do BBB. Meu número, pelamor. Perfeita&#8230; exceto pela aliança dourada na mão. Suspiro entristecido, era bom demais para ser verdade. Não que eu fosse efetivamente tentar algo, mas sonhar não custa nada, né?</p>
<p>De volta à realidade, a anfitriã chama meu camarada para ver um problema no PC dela, de modo que logo estou sozinho na sala com os outros convidados. O pessoal parecia simpático, mas aparentemente todos se conheciam, de modo que algum papo rolava solto. Resolvo ocupar as mãos para parecer menos deslocado e pego um copo de wiskhey sem gelo. Então finjo ver a coleção de CDs da casa enquanto pesco o papo deles a procura de uma brecha para poder participar. Mas uma das meninas pergunta, entusiasmada:</p>
<p>- Mais uma rodada de tequila?</p>
<p><span id="more-662"></span></p>
<p>A maior parte do pessoal se dirige para a cozinha. Então uma garota magra me nota:</p>
<p>- Quer participar?</p>
<p>- Como não? É tequila, pô! &#8211; respondo num acesso de entusiasmo, ao mesmo tempo em que lembro que ainda tenho um bom tanto de whisky no copo. Não tenho noção do quanto posso ficar bêbado aqui.</p>
<p>Um corta o limão, outro coloca sal em pires, copos são distribuídos e enchidos. Então a magrinha solta:</p>
<p>- Não sei se tomo mais essa&#8230; Vai ser a terceira rodada já&#8230;</p>
<p>Tento me enturmar e digo ironicamente:</p>
<p>- Cuidado, mulher e tequila é problema&#8230;</p>
<p>- Não, não. Mulher e tequila é solução.</p>
<p>Essa frase sapiencial foi emitida por ninguém mais, ninguém menos que a morena. Ela está olhando pra mim e sorrindo. Tento deixar de ser idiota, ela só foi simpática e comentou minha frase de maneira inteligente. Não é hora de começar a viajar em fantasias egocêntricas. Todos brindam e viram os copos. Assim que retomo meu copo de whisky, a morena se aproxima:</p>
<p>- Adorei sua camiseta.</p>
<p>Da origem da minha camiseta, o papo vai para de onde conhecemos nossa amiga em comum. Daí estamos falando de faculdade e baladas. Cacete, tudo aquilo na minha frente, e ainda era simpática e inteligente pacas. Bom, se o máximo de contato que eu teria com ela seria esse, iria aproveitar. Bem ou mal, esse mulherão tava me dando a maior atenção e isso não era nem um pouco ruim. Então uma das meninas a chama pra conversar. A morena pede licença e sai. Meu camarada se aproxima com um sorriso maroto:</p>
<p>- Vai pegar, tigrão?</p>
<p>- Nem. &#8211; respondo desanimado. &#8211; A guria é casada. O papo ta bem legal, mas parece que vai ficar nisso só.</p>
<p>Ele parece surpreso:</p>
<p>- Sério? Pra mim tava o maior clima já.</p>
<p>Faço cara de quem não ta entendendo nada e resolvo acender um cigarro. Como não tem ninguém fumando lá dentro, vou até a lavanderia bronzear os pulmões. Logo estou pensando no que meu camarada disse. Porra, será que ela tava dando mole? Recapitulo nosso papo e noto que em nenhum momento ela citou que era casada ou sequer comprometida. Mas também não tinha dado nenhuma indireta e era normal as pessoas em volta confundirem um papo animado com &#8220;clima&#8221;. Concluo que é melhor eu ficar na minha pra evitar problemas.</p>
<p>- Me arruma um cigarro?</p>
<p>Putaqueopariu de novo. Era ela. Sorrindo. Olhando nos meus olhos. E agora só eu e ela sozinhos nessa maldita lavanderia. Pego um cigarro e dou a ela. Ela coloca naquela boca perfeita e no que vou acender, noto que a aliança que deveria estar lá não está! Hora de reavaliar tudo. Ela passa por mim e se apóia no muro. Noto que ela tem um pedaço de um desenho de tatuagem descendo pela nuca. Parece uma planta. Vai ser esse o papo usado pra ganhar tempo.</p>
<p>- Quer dizer que você tem uma tatuagem?</p>
<p>Ela se vira para mim:</p>
<p>- Sim, sim. Quer ver?</p>
<p>A morena se vira se costas novamente e desce pelos ombros a blusa até o meio das costas. Era como se fosse uma trepadeira desenhada em estilo tribal. Muito bem feito. Mas logo minha tara por costas começa a tornar a situação um tanto quanto tensa para mim. Após alguns segundos que parecem uma eternidade, ela arruma blusa:</p>
<p>- Você tem alguma?</p>
<p>Respondo que sim e ela pede pra ver. Mostro pra ela a do meu braço e digo que as outras estão no peito. Ela insiste que quer ver. Ligeiramente sem graça, levanto a camiseta pra mostrar. Ela olha e dá uma mordida leve no lábio:</p>
<p>- Posso mexer?</p>
<p>Então sou atingido por um satori, nirvana, epifania ou qualquer nome que você para a maldita iluminação momentânea. Me pego sorrindo e respondo:</p>
<p>- Isso tá ficando perigoso, não?</p>
<p>- Adoro perigo. &#8211; ela responde sorrindo.</p>
<p>Nos agarramos ali mesmo. Foda-se que ela era casada. Foda-se que alguém dentro da casa poderia ver. Beijos, mordidas, arranhadas de leve, mãos aqui e ali&#8230; Paramos um tempo para dar uma respirada e aproveitamos para outro cigarro. Falamos algumas amenidades, trocamos telefones. Então ela me dá um beijo leve e diz que vai falar com as meninas um pouco. Acho que ela resolveu dar uma disfarçada. Podia ter tirado a aliança, mas ainda era casada. Entro também para encher meu copo de novo e parece que ninguém notou nada. Quer dizer, meu camarada ta me olhando com aquela expressão de &#8220;Tô ligado, viu?&#8221;, mas acho melhor deixar pra contar os detalhes pra ele mais tarde.</p>
<p>De repente reparo que a morena atende o celular, conversa baixo com alguém e quando desliga disfarçadamente coloca a aliança de novo. Depois de uns 20 minutos toca a campainha e entra um rapaz que ela vai correndo cumprimentar com um beijo na boca. Caceta, era o marido dela!</p>
<p>Ela ainda me apresenta o cara. Deveria me sentir mal com isso, mas na verdade e quero mesmo é rir da cara dele. Todo se achando ao lado dela, praticamente falando &#8220;podem pagar pau, mas é meu&#8221; e mal sabe ele. Eles ficam na festa mais uns 15 minutos e vão embora. Já estou lamentando não ter podido dar um malho de despedida, mas meia hora depois recebo um SMS:</p>
<p>&#8220;Sexta tem bar depois da faculdade. Quero você lá.&#8221;</p>
<p>É, acho que tá na hora de explicar o que aconteceu pro meu camarada e agradecer imensamente a insistência dele em me trazer aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oprotagonista.com/2009/10/24/tequila-tatuagens-traicao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

