Arquivos de tag para 'Velhas Virgens'

Sexo, Suor e Samba (e Rock´n Roll!)

 

“Esse ano eu vou sair de diabo
Já tenho o chifre
Só falta o rabo
Mas se você me der o rabo
Vou de diabo pra curtir o Carnaval”
- Velhas Virgens, “A Marcha do Diabo”

Parecia mais uma noite comum no Inferno, balada rocker na Rua Augusta, mas na fila já temos sinais de que algo está… diferente, por assim dizer. Podemos ver um cara fantasiado de Chapolin, uma guria com um daqueles colares de flores. Entrando no no local, tudo parece normal, mas após algum tempo começa a tocar algumas marchinhas de Carnaval antigas. É “alalaô” pra cá, “se você pensa que cachaça é água” pra lá. Então finalmente sobe ao palco a atração da noite, a banda Velhas Virgens. O vocalista Paulão está fantasiado de diabo e o resto da banda parece q fugiu de algum baile do Havaí. Então eles começam a tocar MAIS MARCHINHAS DE CARNAVAL!

O que está acontecendo? Estamos em um universo paralelo? É um episódio do Twiligth Zone? Não. É pura e simplesmente o Carnavelhas, uma singela homenagem da banda Velhas Virgens aos sambas sacanas e aos bailes das antigas. Mais que isso, é um verdadeiro baile de Carnaval, com confete, serpentina, gente sambando de indicador levantado, gente passando mal porque bebeu demais, e por aí vai. São roqueiros curtindo o carnaval mais que muito sambista por aí.

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Virada Cultural 2009

Logotipo do evento.

Logotipo do evento.

Para quem não é de São Paulo ou é desta enorme cidade, mas esteve em coma nos últimos anos, a Virada Cultural é um evento que a Prefeitura de São Paulo organiza em abril/maio. Das 18 horas de sábado até as 18 horas do domingo seguinte, diversas atrações culturais se espalham pela cidade, todas gratuitas. Quando eu digo diversas atrações, são diversas mesmo. Há palcos de rock, MPB, pagode, samba, música estrangeira, música erudita, festivais de filmes, teatros, exposições, performances, enfim, literalmente de tudo um pouco.

O mais interessante é ver que o evento literalmente entrou na agenda da cidade. No primeiro ano a maior parte das grandes atrações se restringiu ao chamado “centro expandido”, mas ano após ano, o evento se espalha cada vez mais. Digo isso tanto no sentido oficial, com atrações ocorrendo em todos os CEUS, quanto no sentido periférico. Diversos teatros, lojas, cinemas e afins entram no clima da virada e também fazem programações especiais nesse dia.

Em 2007 a Virada Cultural quase acabou em tragédia devido a uma briga entre espectadores e Tropa de Choque durante o show dos Racionais MC´s. Apesar de o confronto ter sido realmente feio, ele só se restringiu a Praça da Sé e imediações, mas mesmo assim a imprensa como um todo deu mais exposição a essa briga do que ao resto do evento. Houve quem duvidasse de que haveria outras edições. Mas graças aos deuses houve.

No primeiro ano em que eu fui, devido ao conflito em si e a uma (na época) namorada ultra-ciumenta, só consegui ver os shows do Rogério Skylab e do Pato Fu. Já no segundo ano, eu estava mais organizado e em melhor companhia e consegui ver Mutantes, Paul DIanno, Teatro Mágico e Cachorro Grande, além de uma paradinha pra dançar ao som do DJ Marky.

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Campinas City – I

Fazia um bom tempo que eu não viajava decentemente. Havia visto alguns shows do Matanza pelo interior de São Paulo, mas foi tudo meio corrido. Saía do trabalho, encontrava o pessoal, íamos de carro para a cidade, fazíamos a reserva no hotel, víamos o show, dormíamos porcamente (quem já me viu em shows da banda sabe do que estou falando), acordávamos, comíamos qualquer coisa e voltávamos para Sampa City.

Sou obrigado a confessar que esse esquema não me agradou muito. Gosto de conhecer coisas novas: lugares, pessoas, situações. Show do Matanza tem todo mês por aqui, logo eu sempre voltava um tanto frustrado por ficar tão pouco tempo nas cidades que visitávamos. Assim foi em Americana e assim foi em Campinas.

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Madrugada e Meia no Inferno

Show da banda Velhas Virgens lota notória
casa noturna de São Paulo

Sábado,  1° de março. Rua Augusta. Velhas Virgens. Uma casa noturna chamada Inferno. Melhor combinação seria impossível. Admito que a princípio eu não iria nesse show. Estava com alguns free-lancers para fazer e resolvi tirar o sábado para adiantar tudo. Mas foi em vão. Praticamente todo mundo que eu conheço ia nesse show, inclusive pessoas que eu nunca desconfiei que estariam por lá. Se eu não fosse, me sentiria como aquele garoto de castigo na janela da sala olhando sua turma jogar bola na rua. E lá fui eu descer a Rua Augusta a menos de 120 por ora, ainda me recuperando da ressaca do dia anterior.

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