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Maldito Irlandês – Parte IV

Por essa Cassidy não esperava. Achava que iria pegar o sujeito de surpresa e de repente ele é quem é surpreendido! Subitamente ele se lembra de tudo o que ouviu a respeito de Constantine e passa pela sua mente a idéia de que algumas histórias poderiam ser verdadeiras… Besteira. Já tinha visto muito picaretas por aí enganando pessoas com a postura e papo certos. Realmente a entrada do inglês havia sido um tanto quanto impressionante, mas seria necessário mais do que isso para impedir Cassidy de saber a verdade sobre a morte de Brendan Finn.  Não se intimida e retruca:

- E que caralho cê sabe sobre o que estou fazendo aqui?

Estava óbvio que o vampiro fora pego de surpresa e sem saber como agir. Constantine se permite sorrir por dentro.  De presa havia passado para predador. Talvez o deixasse sair daqui inteiro para poder avisar os outros e assim não ser mais incomodado. Mas precisava continuar o jogo até ter certeza disso. Dá mais uma tragada antes de responder:

- Sei muito mais do que pensa e realmente não vale a pena. Sei que está me culpando pelo que houve, mas acredite que tudo foi conseqüência dos atos dele.

Então o inglês sabia o que realmente houve com Brendan! Cassidy cerra os dentes e os punhos:

- Escuta aqui seu punheteiro filho da puta: os outros podem ter caído nesse seu papinho de merda, mas comigo não vai funcionar. Cê pode falar a verdade agora enquanto está com todos os dentes ou tentar depois com a porra do maxilar quebrado. Cê que sabe.

John não poderia dizer a verdade ou saberiam que só havia matado o Rei dos Vampiros em um golpe de sorte e passariam a caçá-lo. Por outro lado, o sujeito à sua frente realmente parecia disposto a cumprir a ameaça, o que também era um tanto estranho. Nada de efeitos especiais, tentativas de hipnose, demonstrações de poder ou discursos enfadonhos. O papo era curto e grosso e isso soou tão peculiar que pedia mais atenção. Pensa um pouco antes de dizer:

- Isso vai fazer diferença depois desse tempo todo? E o que garante que depois que eu dizer o que sei você não vai querer me matar? Esquece isso e vai viver sua “vida”, meu chapa. É melhor pra todo mundo.

A palavra “vida” foi dita com um tom diferente, quase de deboche. O que mais John sabia sobre Cassidy para falar desse jeito? Estava tirando sarro da cara dele por que queria saber o que houve com Brendan mesmo após tanto tempo? Mas esse não era o ponto principal. O inglês quis garantias de que não seria morto. Isso só poderia significar que ele tinha alguma culpa pela morte de seu amigo e não queria contar. Pois se não contaria por bem, contaria por mal. Antes que pudesse sequer pensar no passo seguinte, Constantine estava sendo erguido pelo colarinho por Cassidy!

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Maldito Irlandês – Parte III

Algo desperta a mente de Constantine. Tinha alguma coisa estranha no local. Alguma coisa não humana. Com o tempo você aprende a sentir isso. É uma espécie de cheiro, mas não no sentido físico. É algo espiritual mesmo. Havia aprendido a técnica para perceber espíritos não visíveis, mas com a prática é possível ver e identificar qualquer coisa não humana. O problema não é que havia algo não humano no pub. O que realmente deixou o mago preocupado foi sentir esse algo olhando diretamente pra ele! Agora precisava saber quem e o que era e sem deixar o observador perceber que fora notado. Esfrega os olhos e finge pegar um cigarro enquanto se concentra no cheiro. É um vampiro.

John achava que não veria nunca mais um deles, não após ter conseguido matar o Rei dos Vampiros. Foi na época em que tinha terminado com Katherine. O baque foi tão grande que Constantine largou tudo e passou a beber pelas ruas de Londres. Após dias e dias bebendo é fácil esquecer seus problemas e quem você é. Quando sua maior preocupação é arrumar dinheiro para uma refeição decente e encontrar um lugar quente e seco pra dormir, você mal se lembra da pessoa amada que te deixou. E assim foi por quase um ano.

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Maldito Irlandês – Parte II

Constantine. Quanto mais Cassidy descobria sobre esse nome, mais irritado ficava. Fazia anos que não vinha para a Irlanda – sua terra natal – e quando resolve voltar para visitar seu velho amigo Brendan Finn descobre que o sujeito está morto. Foi encontrado dias depois em sua velha adega subterrânea, seu corpo já em estado de decomposição, com um copo de cerveja vazio em mãos. Ficou sabendo que a causa oficial da morte foi cirrose, mas duas pessoas estiveram em sua casa perto da data estipulada do falecimento. Uma delas ele ainda não conseguiu descobrir quem foi, mas soube rapidamente que a outra era John Constantine. Perguntando aqui e ali, descobriu muito sobre ele. Parecia que vinha bastante para estes lados e todos os donos de bares e pubs lembram de terem visto ou ouvido falar nele, mas ninguém o conhecia profundamente. Muitos diziam que ele era um charlatão inglês que se passava por bruxo e ganhava a vida aplicando golpes em crédulos mundo afora. Outros diziam que era um trambiqueiro profissional que ganhava a vida comprando e vendendo objetos raros contrabandeados. Também disseram que vivia do dinheiro que ganhava jogando pôquer. Alguns poucos não chegavam a que ele realmente era um bruxo, mas diziam que coisas estranham sempre aconteciam com ele e com quem estava por perto. Porém uma informação era consenso: Constantine é um cara perigoso e andar com ele significa correr perigo também. Mais de uma vez ouviu estórias de “um amigo de um amigo” que tinha morrido ao cruzar o caminho do inglês. Eram pessoas perfeitamente sãs que se matavam, assassinatos em circunstâncias misteriosas, internações em hospitais psiquiátricos, desaparecimentos nunca solucionados. Todo mundo tinha uma opinião sobre John Constantine e nenhuma era boa.

Cassidy conheceu Brendan Finn nos Estados Unidos uns bons anos atrás, quando estava na pior por causa de seu vício em heroína. O dinheiro havia acabado fazia um tempo e sua companheira o abandonou após uma discussão que acabou com ele dando um tapa na cara dela. Estava difícil conseguir emprego e todos seus amigos ou conhecidos no momento não o emprestariam dinheiro sabendo que gastaria em drogas. Pensou em assaltar alguém, mas antes disso resolveu tentar conversar com seu fornecedor habitual. Bill era um sujeito mesquinho que sabia que o fato de ser o único fornecedor de heroína na região lhe dava poder sobre as outras pessoas e frequentemente abusava desse poder. Mas Cassidy o conhecia desde antes dele ser traficante e esperava que isso pesasse a seu favor para conseguir pelo menos a dose desse dia. Claro que não adiantou nada. Mas em nome da “amizade” deles, Bill o forneceria uma dose se Cassidy fizesse sexo oral nele. Até o fim. O irlandês precisava daquela dose. Quem sabe se fizesse tudo direito ele não ganhasse até um pouco a mais? Tentando pensar que isso era melhor que assaltar outras pessoas, ajoelhou e fez o que tinha que fazer, amaldiçoando mais a si mesmo que o seu fornecedor. Quando acabou, Bill o mandou ir embora, já que não gostava de andar com “viados viciados”. Cassidy teve um acesso de fúria e partiu pra cima dele, mas havia se esquecido dois capangas do traficante. Levou uma porretada nas costas e logo estava no chão sob uma avalanche de chutes, socos e porretes.

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Maldito Irlandês – Parte I

Constantine. A simples menção deste nome em certos círculos abria as portas para o Paraíso ou para o Inferno, seja metafórica ou literalmente falando. A família Constantine parecia carregar uma espécie de maldição e praticamente todos os seus membros se envolveram com o ocultismo, fossem como carrascos ou como vítimas. Mas o inglês John Constantine elevou a fama da sua família a níveis nunca antes alcançados. Diziam por aí que se aproximar demais dele era se aproximar da morte e essas histórias não eram nem em pouco exageradas. Se houvesse apenas inimigos mortos a situação não seria ruim, mas havia amigos e amantes entre a pilhas de cadáveres que se amontoava ao redor dele. E alguns contavam que até mesmo vampiros ancestrais, anjos e demônios pereceram ao medir forças com o mago inglês. Quando indagado pessoalmente sobre a veracidade dessas histórias, John Constantine se limitava a sorrir, soltar fumaça e dizer: “É o que dizem”, numa imitação sarcástica de outro sujeito com a iniciais JC.

Porém até um canalha como John Constantine as vezes precisa de um descanso, deixar a armadura de lado. Havia poucos lugares onde ele poderia fazer isso, poucas pessoas que mereciam tamanha confiança. E a casa de Brendan Finn era um desses lugares com uma dessas poucas pessoas. Era um casarão que mais parecia um castelo e ficava em um local isolado da Irlanda. Quando as coisas pesavam demais, ele passava alguns dias por aqui, longe de tudo e todos, deixando a magia e os engodos para trás. O irlandês era amigo de longa data de Constantine e eles haviam rodado boa parte do mundo, bebendo, brigando e aplicando golpes a torto e direito. Mas Finn cansou-se dessa vida, arrumou uma companheira e passou a viver por ali.

Venta muito em frente ao casarão e o mago inglês desiste de tentar acender o cigarro, guardando o maço e o isqueiro em seu velho e encardido sobretudo bege. O único som em quilômetros é o das ondas se despedaçando na encosta atrás da construção. O céu está carregado de tons de cinza e parece que vai chover , mas hoje a porta não vai se abrir. Brendam Finn não vai receber John Constantine com suas piadas sem graça e suas opiniões sempre certas sobre qualquer assunto. Hoje faz exatamente 1 ano que Finn morreu e John ainda não sabe o que veio fazer aqui.

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Spider Jerusalem no Brasil?

Hunter Thompson

Hunter Thompson

Imaginem se o jornalista Hunter Thompson fosse arremessado centenas de anos no futuro. Um futuro onda a moda não tem limites. Você pode ter cara de cachorro, ser meio ET, virar uma nuvem de nano robôs, ter a cara do Brad Pitt e o corpo da Angelina Jolie. Um futuro onde ninguém sabe o que é viver fora das cidades porque o ar fora dela é tão menos poluído que você passaria mal. Um futuro onde ninguém sabe qual é o ano ou se importa com isso. Um futuro onde você pode ter um gato de duas cabeças fumante!

Pois este é o mundo em que vive Spider Jerusalem, um jornalista que tem sua aposentadoria interrompida e se vê obrigado a voltar para a Cidade para ter que escrever e pagar as dívidas que deixou para trás. Ele conhece bem a Cidade, suas pessoas e seus vícios e por isso mesmo a odeia profundamente, coisa que faz questão de deixar mais do que claro em suas colunas diretas e mal-educadas.

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 19

A realidade retorna. Vendo Santyago, o mago fala:

- Vai ser preciso mais para me derrubar, palhaço.- É mesmo? Vamos tentar novamente!

Mathew, observando tudo do topo da pilha de destroços, vira-se para Timothy e diz:

- Bem-vindo a platéia.

- Devíamos fazer algo. – responde o garoto.

Jacó comenta:

- Brilhante dedução. Mas fazer o quê?

- Aí é o que ninguém sabe… – lamenta-se Barnabás.

Tudo fica negro ao redor de Constantine novamente. E mais uma vez ele ouve uma voz:

- John, você não nunca parar com isso?

Quando ele se vira para a dona da voz, sua espinha gela: é Kity! Mas é tudo ilusão, ele não pode cair no jogo daquele maldito! Ela se aproxima:

- Você continua mexendo com isso. Me perdeu por causa disso e continua fazendo.

Ele tem que resistir. Mas ela está tão linda! Sua pele clara, seus longos cabelos negros e cacheados. Até seu perfume ele consegue sentir… Não! É tudo ilusão! Ela põe a mão em seu rosto:

- Você não me ama?

Timothy, Jacó, Mathew e Barnabás observam tudo, apreensivos. Súbito, Fabiana desperta:

- O… o que está acontecendo?

- Sabemos tanto quanto você… – Jacó responde.

Então Timothy pára e se concentra. O cão pergunta:

- O que foi?

- Espera… Estão sentindo algo?

-Algo o quê? – pergunta Mathew.

- Uma coisa se aproximando…

Jacó se concentra:

- Realmente… Tem algo chegando… O que será?

Surge então uma imagem no meio deles, para o desespero de Fabiana. A figura diz:

- Timothy Hunter! Jacó dos Santos!

- Aimeudeus! Quem é esse cara? – pergunta Fabiana, apavorada.

- Eu estou reconhecendo! – diz Tim. – Ele tava junto com a Morte no fim de tudo! Você é o Destino!

- Sua afirmação é correta, Timothy Hunter. – ele responde. – Estou aqui para ajudá-los, falando de sua tarefa nesse episódio do grande livro da existência. É missão de vocês derrotar Santyago.

Todos se espantam e Tim pergunta:

- Nós?! Mas e John e os outros?

- Todos eles serão derrotados. Somente vocês podem salvar o novo membro da Família.

Jacó e o garoto se entreolham e perguntam:

- Mas como?

- Isso cabe a vocês mesmos descobrirem. – e Destino desaparece.

Tim e Jacó ficam se olhando, sem saber o que fazer.

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 18

Delírio sai correndo em direção a seus irmãos:

- oOoOoIiIiI pEsSoAs!

Morte a abraça:

- Oi, irmãzinha. Tudo bem por aqui?

- nÃo MeSmO! o CaRa MaU aLi DiSsE qUe CoNhEcE nOsSa IrMãZiNhA mAiS nOvA, mAs NãO cOnHeCe NãO, pOr QuE eU sEi DiSsO. eLa Tá AsSuStAdA e PoR iSsO nÃo QuEr Ir CoMiGo. Eu NãO gOsTo DeLe NeM uM tIqUiNhO.

Então abre-se um portal e Sonho aparece junto a seus irmãos:

- Problemas?

- Parece que sim. – responde Desejo.

Morte se vira para Santyago e pergunta:

- Acho que o senhor nos deve algumas explicações…

Jacó observa tudo boquiaberto. Tudo em que ele achava que acreditava existe! Ele se vira para Aline e nota que ela entrou em uma espécie de transe. Irritado, diz:

- Grande! O que mais vai acontecer hoje?

Mathew nota a preocupação do rapaz e diz:

- Calma garoto. Com a Família toda aqui, aquele cara não faz nada.

Porém, Santyago não parece muito preocupado. Começa a caminhar de um lado para outro enquanto fala:

- Então a Família está se reunindo, hein? Deixe-me ver se acerto quem está aqui. Morte, Delírio, Desespero, Desejo e Sonho. Onde se encontram Destino e Destruição?

Desespero se irrita:

- Não ouse tocar no nome de Destruição!

- Perdão se a ofendi, madame, mas devo avisar-lhes que a brincadeira termina agora!

Ao final dessas palavras, o vampiro toca mais uma vez em seu medalhão e uma barreira mágica surge em volta dos Perpétuos, aprisionando-os.

- Maldição! – diz uma nervosa Morte.

Santyago explica-se:
- Vocês realmente pensavam que eu seria tolo o bastante a fim de capturar um Perpétuo sem estar preparado para enfrentar seus irmãos?

- Não ficaremos aqui para sempre. – diz Sonho.

- Tem razão. Mas ficarão tempo o suficiente para que eu possa pegar sua adorável irmã.

E volta a caminhar em direção a Aline. Rômulo, olhando tudo isso e tentando entender, pergunta para Morte:

- Quer que eu faça algo?

- Até que gostaria, meu amigo. – ela responde. – Mas não há nada que você possa fazer. Ei, onde está o policial?

Olhando em volta, Rômulo responde:

- É mesmo! Ele sumiu!

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 17

Rômulo breca o carro bruscamente e quase bate em uma viatura policial. Aborrecido, diz:

- Era o que me faltava!

- Não se preocupe. Tudo dará certo. – responde Morte.

Desce um gordo policial do carro. Pelo uniforme, parece de patente alta. Vai até a janela do Gol e fala:

- Circulando. Estamos investigando a área e vocês podem atrapalhar.

Morte estranha o policial e olha para a viatura. Então, sai do Gol, mas o guarda tenta impedi-la:

- Opa! Pode ir parando aí!

Ela o empurra:

- Sai da minha frente!

Então se dirige a até o carro e grita:

- Desejo! Saia daí agora mesmo!

Desejo dá uma tragada em seu cigarro e diz:

- Morte! Você por aqui?

- Pode parar! O que você fez com Desespero?

O(a) Perpétuo suspira:

- Se você fosse menos histérica e observasse o banco de trás, veria que ela está aqui e bem.

Morte olha e vê sua outra irmã, que, sem graça, fala:

- Olá.

- Olá? O que vocês andaram aprontando?

Quem responde é Desejo:

- O mesmo que você. Procurando nossa querida irmã.

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 16

Jacó, Fabiana e Aline, após um tempo correndo, finalmente param em frente a um terreno baldio. Estão cansados. Aline pergunta:

- E agora?

Fabiana parece nervosa e grita:

- Como assim, “e agora”? Temos que voltar e pegar o André!

- Você enlouqueceu? – retruca Jacó. – Voltar para lá agora é suicídio!

- Não interessa! E se o André morrer?

Ele não sabe o que responder. De repente, eles ouvem uma voz:

- Ela está por aqui! Sigam-me!

Os três se olham, apavorados de novo. Jacó pergunta:

- O que sua amiga tem?

- Eu lá sei? – responde a garota. Ela se vira para Aline. – Você ainda não lembra de nada?

- Hã… Não.

- Aimeudeus! Jacó, faz alguma coisa!

Ele se espanta:

- O quê!? Eu!?

- É! – respondem as duas.

Ele olha em volta e vê um monte de entulho.

- Me sigam!

Os três se escondem atrás do monte de entulho. As vozes se aproximam:

- T-tem certeza q-que é por a-aqui?

- Claro, meu faro nunca falha.

- Sempre tem uma primeira vez…

- Tá bom, tá bom! Vamos parar com isso e começar a procurar.

Parece que os donos das vozes estão no terreno e isso não deixa os três nem um pouco tranqüilos. Fabiana fica cochichando sozinha:

- Aimeudeus, aimeudeus…

- OoOoOiIiIiI!

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Quando Surgem as Dúvidas – Parte 15

O policial começa a se irritar:

- Qualé a tua? Quer ir pra parede também?

É o sujeito que sorri agora:

- Acredite, isso só iria prejudicar a sua pessoa…

Finalmente o oficial se irrita e saca sua arma:

- Tá certo então, machão! Pra parede agora!

Dito isso, o sujeito fixa seus olhos nos olhos do guarda, que dá um grito de puro horror, deixa sua arma cair ao chão e sai correndo. O parceiro dele presencia a cena e aponta a arma na direção do homem enquanto grita:

- Deita no chão e põe as mãos na cabeça!

Ele não se mexe:

- Não. Quem dá as ordens aqui sou eu. Solte a arma e não se mexa.

Para o espanto de todos. O policial obedece. O homem então caminha em direção dos quatro, que estão espantados e diz, sorrindo:

- Um pouco de hipnotismo ajuda nessas horas, não?

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